O início da Vida de Blogueira

Quer saber como foi o início da Vida de Blogueira? Então, leia as próximas linhas que você vai descobrir como eu parei nesse mundo de blogs e sites da internet.

Já adianto que foi um período pra lá de difícil, mas que me ajudou e muito, a me tornar a profissional que eu consigo ser hoje, vários anos depois.

O ano era 2005 e eu o classifiquei como o pior ano da vida (pelo menos até hoje). Eu morava em Juiz de Fora e me vi obrigada a largar trabalho, abrir mão de tudo que fazia para ter que cuidar do meu pai.

Minha mãe faleceu justamente na época em que minha carreira estava no topo. Eu tinha um cargo de confiança, ganhava bem. Mas a vida gosta de aprontar com a gente.

Cuidar de uma pessoa de 80 anos (sim, meu pai tinha 80 anos na época) não é fácil e eu por muitos momentos pensei que não fosse aguentar.

Não foi fácil pra mim, que sempre trabalhou desde os 16 anos, largar tudo, me transformar em uma dona de casa e em uma enfermeira ao mesmo tempo.

Eu já disse que tive que abrir mão de tudo né? Pois foi tudo mesmo. Eu tinha um emprego que  considerava bom (tinha acabado de ser promovida na época, inclusive) e ganhava o suficiente para me sustentar. Em apenas 15 dias, deixei Juiz de Fora, voltei para o Rio e fiquei sem saber o que era vida durante três anos.

Como não poderia trabalhar fora, passava os dias cuidando da casa, do pai e procurando alguma coisa pra fazer. Até que em um “belo dia” resolvi retomar um blog pessoal que tinha.

Ao mesmo tempo comecei a ler mais sobre blogs, descobri Google AdSense, Programas de Afiliados e pessoas que estavam passando a investir mais tempo em seus sites e ganhando dinheiro com isso.

Eu sempre gostei de blogs. Comecei com o Blogger BR (que foi comprado e largado pela Globo.com tempos depois), passei pelo Weblogger do Terra, cheguei ao Blogspot, mas gostei mesmo foi do WordPress.com.

O início da Vida de Blogueira - WordPress

Ele meio que funcionava como um arquivo pessoal. Eu compartilhava assuntos que me interessavam, os filmes que assistia, as séries e coisas do cotidiano. Outro dia, me peguei lendo uns posts de 2005 e foi facepalm atrás de facepalm. É impressionante como aprendemos com o tempo.

Já era metade de 2006, quando comecei a “monetizar” o blog. Assim como a maioria, comecei com Google AdSense e não ganhei nada. Mas nem por isso desanimei. Já que não poderia sair de casa para trabalhar, passei a me dedicar mais ao site e a estudar. Aproveitei para migrar o site para um domínio próprio e transferi o site para uma hospedagem vagabunda. Na época eu achava a hospedagem a melhor possível, mas hoje, vejo o quanto era vagabunda MESMO.

E vocês não fazem ideia do quanto apanhei para colocar o site no ar. Naquela época os tutoriais eram raros e praticamente ninguém usava o YouTube para ensinar.

Há sempre uma luz no fim do túnel... É serio.
Há sempre uma luz no fim do túnel… Sempre.

Os primeiros 100 dólares de AdSense só chegaram no início de 2007. Foi mais de um ano até conseguir o primeiro pagamento. Acabou sendo a injeção de ânimo que faltava para progredir com o trabalho. Além do AdSense, passei a investir também em outros programas de afiliados e em outros sites. Foram mais seis meses até que os ganhos chegassem ao mesmo valor do meu último salário em carteira.

Vida de Blogueira parece fácil, mas não é!

Em 2008, devido ao agravamento do estado de saúde do meu pai, ele teve que ser internado e receber cuidados profissionais. Depois de três anos, voltei a ter uma “liberdade” que não sabia mais nem o que significava.

Decidi deixar o Rio de Janeiro, morar em Curitiba e respirar novos ares. Confesso que até passou pela minha cabeça a ideia de procurar um emprego formal, mas desisti depois de algumas entrevistas. Pensei, se os sites estão dando tão certo, por que não passar a investir mais tempo neles? Foi o que fiz.

Muitos anos se passaram desde aquele inferno astral que foi a minha vida. Eu trabalho mais (sim, porque quem trabalha por conta própria, trabalha mais) mas tenho o orgulho de dizer que trabalho com o que gosto.

Nada foi mais satisfatório do que encontrar meu último chefe outro dia aqui na cidade e ao ser perguntada sobre “o que estava fazendo da vida”, poder responder com um largo sorriso no rosto dizendo que agora tinha meu próprio negócio e que apesar de trabalhar mais, estava feliz. A vida de blogueira tinha dado resultado.

Pode parecer meio clichê dizer isso, mas a verdade é que sempre existe uma luz no fim do túnel. Na pior época da vida, acabei descobrindo o que gostava de fazer e descobri também que eu estava muito errada.

Apesar de pensar que tinha um bom salário e um bom emprego, minha vida poderia ser muito melhor do que viver dentro de um escritório, resolvendo problemas alheios ao invés de resolver os meus.

Quer ter uma vida de blogueirx? Então acredite e vá em frente!

Eu sei que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Mas o que importa é que você sempre deve acreditar naquilo que você gosta de fazer. Quando se trabalha, o resultado demora, mas chega. Por mais difícil que as coisas estejam naquele momento, sempre há uma oportunidade que você pode agarrar e transformar tudo em sua volta.

Hoje, não trocaria minha vida de blogueira por nada.

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